<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288</id><updated>2011-07-14T21:48:44.163-03:00</updated><title type='text'>blog.ivenka</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ivenka.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-112250591233855750</id><published>2005-07-27T19:59:00.000-03:00</published><updated>2005-07-27T20:26:47.636-03:00</updated><title type='text'>Dream another dream</title><content type='html'>Sonhei que estava em um sotão repleto de quinquilharias. Havia pó por todo o lado e eu espirrei. Caminhando por entre os móveis antigos e caixas de chapéus me deparei com uma escrivaninha de madeira escura. Quatro pequenas gavetas enfileiravam-se no lado esquerdo do móvel. Puxei uma, puxei duas, puxei três. Estavam todas vazias. A quarta emperrou, não queria abrir. Forcei um pouco e ela cedeu. Dentro da gaveta encontrei um maço de cartas amarradas por uma fita de cetim. Sentei um uma caixa e abri a primeira delas. O papel estava amarelado, a tinta desbotada. Em uma delicada caligrafia feminina uma longa carta havia sido escrita. Ela iniciava assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A quem interessar possa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo esta carta para contar como os últimos acontecimentos me entristeceram e moldaram minhas viagens. Desde sempre acreditei em arquétipos e já da primeira vez que o vi ficou claro que eu havia encontrado o meu. Dele são todas as lembranças que formam minha vida. Ou formavam. Neste instante não posso dizer que tenho qualquer forma. Posso apenas dizer que nada mais faz sentido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei de ler esse parágrafo e acordei. Hoje, meses após ter tido o sonho, ainda me pergunto que acontecimentos são capazes de moldar as viagens de uma mulher. Espero um dia poder terminar esta leitura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-112250591233855750?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/112250591233855750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/112250591233855750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2005/07/dream-another-dream.html' title='Dream another dream'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-110823446807375058</id><published>2005-02-12T16:52:00.000-02:00</published><updated>2005-02-12T16:54:28.073-02:00</updated><title type='text'>Paracelso</title><content type='html'>Aquele que imagina que todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo, como as cerejas, nada sabe a respeito das uvas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-110823446807375058?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/110823446807375058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/110823446807375058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2005/02/paracelso.html' title='Paracelso'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-109150464220144880</id><published>2004-08-03T00:10:00.000-03:00</published><updated>2007-05-18T16:50:35.559-03:00</updated><title type='text'>A medida da auto-crítica</title><content type='html'>Qual será a medida da auto-crítica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego a acreditar que não existe um equilíbrio. Existe a auto-crítica exacerbada e sua ausência total e irrestrita. Se está de um lado ou de outro, mas nunca no meio. Alguns oscilam entre um extremo e outro, mas em geral existe um lado preferido, aquele em que irremediavelmente caem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pergunto quem sofre mais. O exacerbado sofre por antecedência, porque se castra, se tranca, não usufrui nunca de seus méritos. O ausente sofre a posteriori, ao finalmente dar-se conta de todas as oportunidades de aperfeiçoamento que deixou passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho ainda que as pessoas se agrupam de acordo com suas inclinações críticas. Os 'up tight' e os 'open wide'. Os opostos podem até se atrair. Mas não dou mais que 5 minutos pra que se odeiem de morte. Até a quinta geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hummmm. Sabe o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudei de idéia. Devem existir os 'cool like this' em alguma parte. É claro que existem. Eles tem noção do ridículo, mas não se deixam intimidar. Aprendem com seus erros e estimulam-se com seus acertos. Eles são cool like this!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-109150464220144880?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/109150464220144880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/109150464220144880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/08/medida-da-auto-critica.html' title='A medida da auto-crítica'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108657096600222307</id><published>2004-06-06T20:57:00.000-03:00</published><updated>2004-06-06T23:07:01.150-03:00</updated><title type='text'>Introducing Mr. George Hardem</title><content type='html'>Toda família tem suas histórias bizarras, causos estranhos e lendas a respeito dos antepassados. A minha tem várias, principalmente do lado materno. Afinal, é um pessoal que veio da fronteira, terra de ninguém, palco de disputas e destino de fugitivos. Pois a minha história preferida fala justamente de um fugitivo. É uma história fragmentada, com muitas lacunas, então eu as preenchi ao meu bel prazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos atrás, ainda no século XIX, existiu um comandante de navio chamado George Hardem. Ele era inglês, nascido em Londres. Não sei como passava seus dias, mas acho que quando não estava no mar, gostava de tomar uns chopps no pub e  paquerar garotas no Picadilly Circus em domingos ensolarados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, era apaixonado pelo mar. Consigo imaginá-lo na proa do navio, de roupa azul, chapéu branco e cachimbo na boca, a olhar o horizonte sem fim. Nessas horas ele devia suspirar fundo e filosofar sobre a vida. Qual o sentido de tudo? De onde viemos? Para onde vamos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde ia George Hardem? Ele singrava os mares, aportava em novos lugares, conhecia muitas pessoas. Definitivamente, ele não podia reclamar da vida. Até que um dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, uma tempestade cruzou seu caminho. A tripulação corria aflita de um lado para o outro, os cavalheiros rezavam, as damas desmaiavam. Foi a maior tempestade que George enfrentou em todos os seus dias no mar, e estes não foram poucos. Ele usou todos os seus conhecimentos, todas as suas manobras, todos os seus homens. Mas o navio não resistiu. O casco rachou e o naufrágio era inevitável. Todos correram para os botes, onde ficariam a deriva, à espera dos barcos de resgate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, os códigos do mar eram severos. Esta aventura não teria um final feliz para George. Ele deveria afundar junto com o navio. Eram as regras. George sentiu um aperto no peito. Era um homem honrado, e como tal entendia que este era seu dever. Mas ele queria viver. Queria atravessar outros mares, conhecer outros países. Queria formar família, e passar para seus filhos o amor pelo mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando enfim todos deixaram a embarcação, George ficou sozinho na proa, olhando seu navio afundar lentamente. Parecia que este seria seu destino, ser engolido por aquele que mais amava. Ele olhou para os lados, e entre a imensidão do mar percebeu um pedaço de terra. Seu coração bateu mais forte, seria uma ilha? George não pensou mais, apenas jogou-se na água e nadou. Nadou, nadou e nadou, até o fim de suas forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do dia seguinte, desmaiado, chegou à terra firme. Foi resgatado por nativos, que o animaram com água e essências e o levaram até o vilarejo. Eles falavam uma língua incompreensível, George entendeu apenas que estava no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana depois, já recuperado, George se pôs a viajar. Seu vocabulário era formado por uma única frase: mim George inglês, não falar português. Mesmo assim, ele conseguiu chegar até Santana do Livramento, Rio Grande do Sul. Gostou da cidade. Ele foi até a venda da praça e tomou uma cachaça. Mulheres bonitas passeavam pelas ruas de chão batido e George pensou que talvez este fosse um bom lugar pra morar. A polícia britânica nunca o acharia por aquelas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se comunicou com o dono da venda com mímicas e algumas palavras soltas, mas se fez entender. George queria saber aonde havia moças em idade para casar. O dono da venda apontou para uma casa no fim da rua. George agradeceu, pagou a bebida e saiu. Havia vento, mas o dia estava ensolarado. Ele inspirou fundo, sentindo o ar fresco encher seus pulmões e caminhou em direção a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá se apresentou da única maneira que sabia, "mim George inglês, não falar português". Não foi muito eloquente, mas George era um homem carismático, de sorriso aberto. O patriarca consentiu em lhe dar a mão da filha mais velha. Ela tinha ido lavar roupa no rio, mas voltaria em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;George aguardou tomando chimarrão. O patriarca falava muito, e George sem entender nada, apenas sorria e balançava a cabeça. Então ela chegou. Trazia uma trouxa de roupas na mão e os cabelos molhados enrolados no alto da cabeça. Ela era linda, e ao vê-lo abaixou os olhos timidamente. George se aproximou e pegou em sua mão. O patriarca lhe disse, "Bernardina, minha filha, esse gringo quer casar com você". Ela sentiu um frio na barriga, mas disfarçou. Disse apenas, "se o senhor meu pai assim quer, eu caso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E George Hardem então casou-se com Bernardina Quines. Da união dos dois nasceram muitos filhos, inclusive meu bisavô. Gosto de pensar que foram felizes, se amaram muito e tiveram uma vida tranquila. A polícia britânica não apareceu por lá, mas George Hardem nunca mais voltou ao mar. Apenas à noite, em seus sonhos. Nesses sonhos ele voltava ao seu navio, deitava na proa, ficava olhando as estrelas e escutando o barulho do mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108657096600222307?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108657096600222307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108657096600222307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/06/introducing-mr-george-hardem.html' title='Introducing Mr. George Hardem'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108562731271913208</id><published>2004-05-26T23:58:00.000-03:00</published><updated>2004-05-27T00:08:32.720-03:00</updated><title type='text'>Pequeno trecho, grande insight</title><content type='html'>(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUIL: But for God's sake what are we supposed to do!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLAYER: Relax. Respond. That's what people do. You can't go through life questioning your situation at every turn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUIL: But we don't know what's going on, or what to do with ourselves. We don't know how to act.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLAYER: Act natural. You know why you're here at least.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUIL: We only know what we're told, and that's little enough. And for all we know it isn't even true.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLAYER: For all anyone knows nothing is. Everything has to be taken on trust; truth is only that which is taken to be true. It's the currency of living. There may be nothing behind it, but it doesn't make any difference so long as it is honoured. One acts on assumptions. What do you assume?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Rosencrantz and Guildenstern are dead - Tom Stoppard&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108562731271913208?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108562731271913208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108562731271913208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/pequeno-trecho-grande-insight.html' title='Pequeno trecho, grande insight'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108509655922961399</id><published>2004-05-20T20:31:00.000-03:00</published><updated>2004-06-13T14:58:27.990-03:00</updated><title type='text'>Dia 20 - Linha de Chegada</title><content type='html'>Então a maratona chega ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando planejei escrever um post por dia, há 20 dias atrás, achei que talvez ficasse pelo meio do caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver como ficam as coisas a partir de agora. Até.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108509655922961399?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108509655922961399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108509655922961399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-20-linha-de-chegada.html' title='Dia 20 - Linha de Chegada'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108501694452806356</id><published>2004-05-19T22:26:00.000-03:00</published><updated>2004-05-19T22:41:11.386-03:00</updated><title type='text'>Dia 18 - Preguiça e trapaça</title><content type='html'>Cansada de andar pra cá e pra lá, vou trapacear e usar essa formulazinha que achei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Pegue o livro mais próximo de você;&lt;br /&gt;2. Abra o livro na página 23;&lt;br /&gt;3. Ache a quinta frase;&lt;br /&gt;4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;........  ........  ........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são as conclusões gerais que foram extraídas da minha imersão na cognição dos xamãs do México antigo. Anos depois da publicação de &lt;i&gt;A Erva do Diabo&lt;/i&gt;, percebi que dom Juan havia me oferecido era uma total revolução cognitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Erva do Diabo - Carlos Castaneda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;........  ........  ........&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108501694452806356?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108501694452806356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108501694452806356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-18-preguia-e-trapaa.html' title='Dia 18 - Preguiça e trapaça'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108492747984177968</id><published>2004-05-18T21:33:00.000-03:00</published><updated>2004-05-18T21:44:39.840-03:00</updated><title type='text'>Dia 18 - Finalmente</title><content type='html'>Me sinto como uma colegial no volta às aulas. Amanhã retomo minha condição de aluna presente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui, organizando cadernos, livros e polígrafos. Separando canetas. Escolhendo a roupa de amanhã. Ao invés de uma maçã para a professora, vou levar um atestado médico. E no lugar de contar como foram as férias, vou contar como foi o acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ser um dia puxado. Aula de manhã e de tarde, almoço no campus. Mas estou muito entusiasmada. Total colegial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108492747984177968?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108492747984177968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108492747984177968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-18-finalmente.html' title='Dia 18 - Finalmente'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108484031907456694</id><published>2004-05-17T21:20:00.000-03:00</published><updated>2004-05-17T21:31:59.076-03:00</updated><title type='text'>Dia 17 - textinho</title><content type='html'>Entrou no ar hoje a Trilha Revista Digital (www.trilharevista.com.br) Tem um textinho meu lá em colunistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando agora, me pergunto se não soei um tanto fascista. Mas nada que justifique ameaças anônimas. Então, tá valendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108484031907456694?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108484031907456694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108484031907456694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-17-textinho_17.html' title='Dia 17 - textinho'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108475993691559928</id><published>2004-05-16T22:52:00.000-03:00</published><updated>2004-05-16T23:17:17.403-03:00</updated><title type='text'>Dia 16 - Feijão</title><content type='html'>Eu associo feijão com segurança e isso não é de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou lá pelos 4 anos de idade. Ainda me lembro daqueles almoços, eu sentada sozinha na mesa, olhando pro prato de comida sem conseguir comer. Eu não sabia por que, só sabia que não conseguia comer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida ficando fria e eu ali, olhando pro prato cheio. Minha tia então me dizia: "Lalinha, come três colheradas. Só mais três colheradas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a minha deixa. Eu colocava as três colheradas na boca, saia da mesa e cuspia tudo no lixo. Isso acontecia todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobriu-se enfim que eu tinha um problema na garganta e isso gerava dificuldades para engolir. Passaram a me dar massa com caldo de feijão e miraculosamente eu podia comer. Oh, que alegria. O meu vínculo eterno com o feijão havia se formado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 anos depois, descobri que tinha intolerância a lactose. Fiquei sabendo que precisava cortar leite e todos os seus derivados. Não achei que fosse ser difícil, mas foi. E como foi. Naquela época minha alimentação era basicamente laticínios, uma vez que eu era vegetariana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei os primeiros meses faminta. Não sabia o que comer. Uma dieta vegana, sem carne e sem leite, é algo complicado, principalmente no Rio Grande do Sul. Agravando meu problema, raramente tinha tempo para comer em casa, então precisava me virar pelos restaurantes da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como eu sofria. Enchia os olhos de lágrimas quando chegava em um restaurante e via que não tinha comida pra mim. O primeiro que tive que abandonar foi o Ocidente, meu favorito na época. Outros tantos seguiram o mesmo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sentia indefesa, me sentia abandonada, me sentia assustada. Então ele veio em meu socorro. O feijão. Sim, novamente o feijão. Se ao passar os olhos pelos pratos eu encontrasse feijão, meus olhos sorriam porque eu sabia que estaria bem alimentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declaro aqui minha gratidão incomensurável para com este grão magnífico. Oh, feijão, não me falte jamais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108475993691559928?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108475993691559928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108475993691559928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-16-feijo.html' title='Dia 16 - Feijão'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-10847145302780298</id><published>2004-05-16T10:16:00.000-03:00</published><updated>2004-05-16T10:40:06.210-03:00</updated><title type='text'>Dia 15 - Hiato 2 (expanded and revised)</title><content type='html'>Lá vou eu pedir penico de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei da aula absurdamente cansada e com uma dor de cabeça que tinha claras pretensões de virar enxaqueca. Dormi literalmente o dia inteiro, com breves interrupções para atender o telefone e tomar tylenol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pequena parcela do dia que fiquei alerta, tive a agradável surpresa de perceber que a turma nova é um amor. Muitos jovens, de áreas diferentes, todos interessados em saber coisas novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foi minha estréia andando com as muletas, e posso dizer que apesar da falta de domínio total do instrumento, não fui ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como última consideração, após 22 horas no reino de Morpheus: nunca mais sentirei sono novamente!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-10847145302780298?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/10847145302780298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/10847145302780298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-15-hiato-2-expanded-and-revised.html' title='Dia 15 - Hiato 2 (expanded and revised)'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108471334601942082</id><published>2004-05-16T10:13:00.000-03:00</published><updated>2004-05-16T10:38:21.580-03:00</updated><title type='text'>Dia 14 - Hiato</title><content type='html'>As vésperas do início do meu curso, não postei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa foi total e exclusiva do meu esquecimento. Definitivamente, é hora de voltar a tomar B12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço sinceras desculpas aos senhores do juri, e rogo permissão para continuar a maratona, mesmo sabendo que perdi várias posições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108471334601942082?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108471334601942082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108471334601942082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-14-hiato.html' title='Dia 14 - Hiato'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108450022905616161</id><published>2004-05-13T23:03:00.000-03:00</published><updated>2004-05-13T23:03:49.056-03:00</updated><title type='text'>Dia 13 - ...</title><content type='html'>Hoje não tem post. Amanhã eu compenso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108450022905616161?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108450022905616161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108450022905616161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-13.html' title='Dia 13 - ...'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108441748445693607</id><published>2004-05-13T00:03:00.000-03:00</published><updated>2004-05-13T00:05:53.413-03:00</updated><title type='text'>Dia 12 - Pérola</title><content type='html'>Suposições são perigosas. Não acredite em tudo que você pensa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108441748445693607?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108441748445693607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108441748445693607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-12-prola.html' title='Dia 12 - Pérola'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108433306926327227</id><published>2004-05-12T00:31:00.000-03:00</published><updated>2004-05-12T00:37:49.263-03:00</updated><title type='text'>Dia 11 - Visitas queridas, fisioterapia, Nutella e chá de jasmim</title><content type='html'>Enfim, o título resume boa parte do dia de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somado a tudo isso, hoje chegou mais uma leva de livros lá de casa, minha caixa de material de desenho e terminei de baixar a 4ª temporada de friends.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Happy shiny day. Obrigada a todos que o tornaram assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108433306926327227?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108433306926327227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108433306926327227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-11-visitas-queridas-fisioterapia.html' title='Dia 11 - Visitas queridas, fisioterapia, Nutella e chá de jasmim'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108424167992974811</id><published>2004-05-10T21:37:00.000-03:00</published><updated>2004-05-10T23:54:42.683-03:00</updated><title type='text'>Dia 10 - Filosofia barata a pedido da Lenara</title><content type='html'>Me chama a atenção como a mente humana é voltada para o conflito. A harmonia nos parece tão enfadonha. Quando tudo vai bem, não há problemas nem emoções fortes, nos sentimos caindo na rotina, entediados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez li o blog de uma menina americana chamada Alex. Era tudo tão positivo, tão encorajador e tão sereno. Não havia contraponto, era tudo lindo. Achei estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em um filme onde não acontece nada. Os personagens começam bem, continuam bem e depois terminam bem. É chato. Não há crise, nada acontece, nada atrapalha a harmonia de suas vidas, não há chamado à aventura, não há obstáculo a superar, não há nada novo a aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaramos a paz, a tranquilidade como algo a ser buscado. É preciso haver luta. Sim, queremos a harmonia, mas ela deve ser conseguida através de muita batalha, muito esforço e muito conflito. Aí sim podemos saboreá-la. Se ela sempre esteve lá, que graça tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo me diz que as coisas não deveriam ser assim, mas me pergunto se essa não é a única maneira dos humanos aprenderam alguma coisa. Através do conflito. Com os outros, consigo mesmo, com as instituicões, com a natureza. Conflito interpessoal, intrapessoal, transpessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso contrário nos acomodamos, não evoluimos, não crescemos, não buscamos nada. Em um filme o conflito dá lugar à resolução, ao final feliz. Mas e na vida, como sabemos quando é o final? Acho meio injusto batalhar a vida inteira para só encontrar a felicidade quando esta acaba. As vezes nem quando acaba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108424167992974811?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108424167992974811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108424167992974811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-10-filosofia-barata-pedido-da.html' title='Dia 10 - Filosofia barata a pedido da Lenara'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108415757604425480</id><published>2004-05-09T23:48:00.000-03:00</published><updated>2004-05-09T23:52:56.043-03:00</updated><title type='text'>Dia 9 - Ócio total e irrestrito</title><content type='html'>E quando eu digo total, I mean it.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108415757604425480?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108415757604425480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108415757604425480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-9-cio-total-e-irrestrito.html' title='Dia 9 - Ócio total e irrestrito'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108407044667276830</id><published>2004-05-08T23:26:00.000-03:00</published><updated>2004-05-08T23:50:52.340-03:00</updated><title type='text'>Dia 8 - Espera</title><content type='html'>Esses dias de imobilidade me põem a pensar num velho companheiro, o imediatismo. É sabido que ele é casado com outra velha companheira minha, a ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, quando fazia terapia, a psicóloga me perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ivana, se tu puder escolher, o que tu prefere, um sonho de valsa agora ou dois daqui a meia hora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que eu respondi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que, tu tem um sonho de valsa? Passa ele pra cá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição mais dura pra mim é aprender a esperar. Quero tudo pra agora. Pra ontem não me serve, porque ontem já passou. E se não tenho agora, ou a menos daqui a bem pouquinho, me frustro. Houve épocas em que sentia a onipresença de um enorme relógio na minha cabeça fazendo "tic tac, tic tac". Estou perdendo tempo, pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terapia me ensinou que tudo tem sua hora e que é preciso dar um passo de cada vez, subir um degrau de cada vez. Beleza, já entendi isso, mas continuo não gostando de esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste exato momento, queria poder dobrar o tempo-espaço e ir parar 30 dias no futuro. Alguém aí sabe como?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108407044667276830?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108407044667276830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108407044667276830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-8-espera.html' title='Dia 8 - Espera'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108398513718750708</id><published>2004-05-07T23:56:00.000-03:00</published><updated>2004-05-08T00:03:18.153-03:00</updated><title type='text'>Dia 7 - Chuva</title><content type='html'>Essa chuvinha mansa embalou meu dia. Sempre achei que o barulho da chuva tem um efeito tranquilizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, perfeita para o dia de hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108398513718750708?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108398513718750708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108398513718750708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-7-chuva.html' title='Dia 7 - Chuva'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108389310426570771</id><published>2004-05-06T22:20:00.000-03:00</published><updated>2004-05-06T22:34:39.060-03:00</updated><title type='text'>Dia 6 - Boas e más notícias</title><content type='html'>Primeira a boa: não rompi os ligamentos, apenas lesionei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a má: fraturei o fêmur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saldo da brincadeira: 30 dias com a perna imobilizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou aproveitar as férias forçadas para ler e gastar horrores de conta telefônica. Visitas serão apreciadas sem moderação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108389310426570771?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108389310426570771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108389310426570771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-6-boas-e-ms-notcias.html' title='Dia 6 - Boas e más notícias'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108379553774064292</id><published>2004-05-05T19:16:00.000-03:00</published><updated>2004-05-05T19:23:49.043-03:00</updated><title type='text'>Dia 5 - Quarta-feira bacana</title><content type='html'>Exame de ressonância magnética no hospital e exame de corpo delito na polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo olhar para os lados ao passar por cruzamentos. Especialmente se a preferencial for tua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108379553774064292?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108379553774064292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108379553774064292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-5-quarta-feira-bacana.html' title='Dia 5 - Quarta-feira bacana'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108371041807923103</id><published>2004-05-04T18:54:00.000-03:00</published><updated>2004-05-13T09:59:24.826-03:00</updated><title type='text'>Dia 4 - Relato</title><content type='html'>Come&amp;ccedil;o o relato do acidente de carro dizendo que esse foi o epis&amp;oacute;dio mais violento da minha vida. &amp;Eacute; certo que existem coisas muito mais violentas do que essa batida, mas eu nunca vivenciei nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; uma sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mista, de impacto f&amp;iacute;sico e psicol&amp;oacute;gico. Al&amp;eacute;m da dor que senti, tive que lidar com o sentimento de impot&amp;ecirc;ncia. Sabia que o acidente era inevit&amp;aacute;vel, nada do que eu fizesse impediria aquele carro em alt&amp;iacute;ssima velocidade de bater em mim, mas n&amp;atilde;o consegui deixar de me perguntar "o que eu fa&amp;ccedil;o agora?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritei algo tipo "oh, n&amp;atilde;o', quando percebi que o carro n&amp;atilde;o ia frear, seguido de 3 "ai, meu Deus", um pra cada impacto. Um "ai, meu Deus" quando o carro bateu na minha lateral, outro quando meu carro subiu na cal&amp;ccedil;ada e bateu num canteiro de cimento e o derradeiro quando bati no muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de sair do carro e ver que o amigo que estava comigo estava bem, uma enxurrada de pensamentos me invadiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao constatar o lament&amp;aacute;vel estado de destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o total do meu carro pensei: puta merda, n&amp;atilde;o posso dar &lt;i&gt;undo&lt;/i&gt;. J&amp;aacute; havia pensado isso algumas vezes depois de dizer algo na hora errada, ou fazer uma escolha que se revelou desastrosa. Mas nunca lamentei tanto a inexist&amp;ecirc;ncia do control+z. (no meu caso command+z)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fui tomada por uma s&amp;uacute;bita raiva e me virei pra mo&amp;ccedil;a de bolsa Louis Vitton parada na minha frente e falei r&amp;iacute;spida: que raios tu tava pensando??? Ela parecia muito abalada e respondeu que n&amp;atilde;o sabia e a culpa era toda dela. Isso me desarmou. Me fez ter pena dela. Afinal ela era respons&amp;aacute;vel por tudo aquilo, e definitivamente tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o tinha o poder do &lt;i&gt;undo&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo ap&amp;oacute;s me dei conta de que *eu* era respons&amp;aacute;vel pelo meu amigo e dei gra&amp;ccedil;as aos c&amp;eacute;us que ele estava bem. Mesmo que a culpa real fosse da mulher, eu estava dirigindo o carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi em seguida que as minhas pernas doiam muito, e pedi pra sentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentada, enquanto aguardava a brigada chegar me envolvi em outro tipo de questionamento, do tipo "e se". E se a minha reuni&amp;atilde;o tivesse terminado um pouco mais tarde o acidente teria acontecido? E se eu tivesse demorado mais a sair ela teria me acertado? E se eu n&amp;atilde;o tivesse passado em casa pra pegar enzimas, teria sido igual? E se eu tivesse apenas demorado mais pra pegar as enzimas, como seria? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu tivesse dobrado na Botafogo ao inv&amp;eacute;s de seguir na M&amp;uacute;cio, teria encontrado com a mo&amp;ccedil;a de bolsa Louis Vitton no cruzamento? E se eu tivesse tido tempo de frear? E se o sinal da esquina anterior estivesse aberto e n&amp;atilde;o fechado? E se eu tivesse ficado em casa naquela segunda chuvosa? E se, e se, e se. Existe destino? Eu estava fadada a sofrer esse acidente? N&amp;atilde;o sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me irrita agora, que estou com a perna imobilizada da coxa at&amp;eacute; o tornozelo &amp;eacute; que isso &amp;eacute; um fator incrivelmente limitador. Sei que poderia ter sido muito pior e talvez eu n&amp;atilde;o estivesse aqui pra fazer esse relato. Mas ainda assim vou perder muitas aulas no mestrado, tive que adiar um dos cursos de roteiro e o outro pode seguir o mesmo caminho. Tenho que ficar deitada com a perna esticada o dia inteiro e tudo o que eu quero fazer tenho que pedir para os outros fazerem por mim. Mas again, estou viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu &amp;uacute;ltimo pensamento ontem antes de dormir foi que realmente, assim como &amp;eacute; mostrado nos filmes, em situa&amp;ccedil&amp;otilde;es traum&amp;aacute;ticas o tempo se modifica, fica el&amp;aacute;stico. As coisas ficam um pouco mais lentas, se percebe os movimentos de forma diferente, as cores e texturas ficam ligeiramente alteradas. Mas n&amp;atilde;o exatamente como nos filmes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; um slow motion total, &amp;eacute; apenas um pouco mais lento, tipo 1/5 ou 1/6 da velocidade normal. Pelo menos comigo foi assim. E esse pequeno filminho que criei na minha cabe&amp;ccedil;a ficou se repetindo ao longo do dia, e a cada exibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ele se modificava um pouquinho, somando ou subtraindo elementos. Mas a qualidade emocional, essa permanece a mesma. Afinal, foi o epis&amp;oacute;dio mais violento da minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108371041807923103?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108371041807923103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108371041807923103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-4-relato.html' title='Dia 4 - Relato'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108365118446176640</id><published>2004-05-04T03:03:00.000-03:00</published><updated>2004-05-13T10:01:27.176-03:00</updated><title type='text'>Dia 3 - Sofri um acidente</title><content type='html'>Ok, ok, tecnicamente hoje já é o dia 4, mas eu gastei as últimas horas do dia 3 vendo uma louca a alta velocidade destruir meu carro, fazendo ocorrência, indo ao hospital e gemendo de dor .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, acho que um atrasinho agora não me desclassifica na maratona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais info no dia 4. Não estou exatamente no mood agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108365118446176640?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108365118446176640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108365118446176640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-3-sofri-um-acidente.html' title='Dia 3 - Sofri um acidente'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108354481440590706</id><published>2004-05-02T17:54:00.000-03:00</published><updated>2004-05-02T22:06:58.826-03:00</updated><title type='text'>Dia 2 - When enough is enough?</title><content type='html'>Sabe aquelas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es arrastadas, continuadas, que parecem n&amp;atilde;o ter fim? Tipo doen&amp;ccedil;as cr&amp;ocirc;nicas, conflitos eternos, dores que n&amp;atilde;o v&amp;atilde;o embora, padr&amp;otilde;es sentimentais que se repetem ad nauseum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convivi mais de 6 meses com uma tens&amp;atilde;o muscular incessante que atendia pelo nome de fibromialgia. Sentia dores nos ombros e pesco&amp;ccedil;o diariamente, o tempo todo. As bolsas de &amp;aacute;gua quente se tornaram minhas melhores amigas e eu fazia fisioterapia 5 dias por semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, tomava os atrozes relaxantes musculares que faziam eu me sentir como um zumbi de 200 quilos. E d&amp;ecirc;-lhe exame, e d&amp;ecirc;-lhe pesquisar na internet, e d&amp;ecirc;-lhe massagem, e d&amp;ecirc;-lhe terapia, e d&amp;ecirc;-lhe gastar dinheiro e tempo e nada da fibromialgia me largar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At&amp;eacute; quando se aguenta algo que machuca? Pode-se dizer: estou cansada, agora chega, n&amp;atilde;o aguento mais. Mas se a coisa em quest&amp;atilde;o continua &amp;eacute; porque ainda se aguenta um pouquinho mais. Eu reclamava, me escabelava, as vezes chorava, mas seguia levando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ent&amp;atilde;o eu resolvi larg&amp;aacute;-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu disse CHEGA. Mas um chega de cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, daqueles passionais e homicidas. E a dor se foi. Deve  ter se assustado. Junto com ela foi um monte de coisas que me faziam infeliz. Foi uma libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o! Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde conclu&amp;iacute; que n&amp;atilde;o basta apenas querer se liberar, &amp;eacute; preciso desejar ardententemente com todos os &amp;aacute;tomos do seu ser. Quando realmente n&amp;atilde;o se aguenta mais, h&amp;aacute; um "cessamento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a&amp;iacute;, a libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o acontece. When enough is enough.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108354481440590706?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108354481440590706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108354481440590706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-2-when-enough-is-enough.html' title='Dia 2 - When enough is enough?'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108342794425041427</id><published>2004-05-01T12:42:00.000-03:00</published><updated>2004-05-01T14:23:05.233-03:00</updated><title type='text'>Dia 1 - Das maravilhas do leite de soja</title><content type='html'>Em 1999 descobri ser portadora de uma defic&amp;ecirc;ncia f&amp;iacute;sica. Sou intolerante &amp;agrave; lactose. Isso significa que n&amp;atilde;o posso digerir leite e todos os seus derivados. E quando eu digo todos, eu quero dizer realmente todos. Sorvete, chocolate, queijo, creme de leite...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que fiz foi levantar os olhos aos c&amp;eacute;us e perguntar: Por que? Por que? Oh, Deus, por que???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que tudo indica, meu pai teve intoler&amp;acirc;ncia &amp;agrave; lactose na inf&amp;acirc;ncia. Reza a lenda que ele sofreu um "fart&amp;atilde;o" de queijo e se "curou" tomando leite de cabra, conhecidamente lactose free. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei o leite de cabra e odiei. Realmente odiei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei-o na geladeira, e minha m&amp;atilde;e ficou com pena de ver o leite estragar. Tomou o renegado e instantaneamente o incha&amp;ccedil;o que ela vinha sentindo h&amp;aacute; mais de 2 d&amp;eacute;cadas desapareceu. Oh, ent&amp;atilde;o minha m&amp;atilde;e tamb&amp;eacute;m tem intoler&amp;acirc;ncia &amp;agrave; lactose!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que parece um mero acaso faz muito sentido dentro da l&amp;oacute;gica cruel da loteria gen&amp;eacute;tica. Meu pai e minha m&amp;atilde;e tem olhos verdes e dos seus quatro filhos eu sou a &amp;uacute;nica de olhos verdes. Ent&amp;atilde;o se os dois t&amp;ecirc;m intoler&amp;acirc;ncia &amp;agrave; lactose, nada mais justo do que eu ser a &amp;uacute;nica a receber esta heran&amp;ccedil;a tamb&amp;eacute;m. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute, uma compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o c&amp;oacute;smica da qual meus irm&amp;atilde;os devem dar muita risada. Quer olho verde? Ent&amp;atilde;o toma uma intoler&amp;acirc;ncia &amp;agrave; lactose a&amp;iacute;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como n&amp;atilde;o curti o leite de cabra, minha alternativa foi tentar o leite de soja. E foi a&amp;iacute; que minha vida mudou. Me apaixonei perdidamente. Torrencialmente. Hoje em dia n&amp;atilde;o trocaria-o por leite de vaca nem se a minha vida dependesse disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vem da soja, ele &amp;eacute; gostoso, ele &amp;eacute; cheiroso, ele &amp;eacute; fonte de vitaminas A e D, ele tem gostinho de baunilha, ele &amp;eacute; livre de colesterol, ele n&amp;atilde;o tem adi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, ele fica &amp;oacute;timo com Nescau, ele &amp;eacute; fant&amp;aacute;stico com granola, ele fica magn&amp;iacute;fico no bolo, ele tem apenas 60 calorias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor ainda estar para ser dito: uma x&amp;iacute;cara de leite de soja com Nescau me sacia completamente por 4 horas inteiras! "No mister, I need no more. I'm alrighty here". Fora um almo&amp;ccedil;o completo, com arroz, feij&amp;atilde;o, carne e salada, que outra coisa tem esse poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso vos digo, conhecei os encantos do leite de soja e vossa vida se transformar&amp;aacute;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108342794425041427?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108342794425041427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108342794425041427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/dia-1-das-maravilhas-do-leite-de-soja.html' title='Dia 1 - Das maravilhas do leite de soja'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108342597679703682</id><published>2004-05-01T12:32:00.000-03:00</published><updated>2004-05-01T12:44:39.076-03:00</updated><title type='text'>Maratona blog.ivenka</title><content type='html'>Instigada por amigos caríssimos, que escrevem 20 posts por dia, ao contrário de mim que escrevo um a cada 20 dias, resolvi instituir a maratona blog.ivenka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regras são simples. Esta Ivenka que vos escreve deverá escrever algo todo dia durante 20 dias, e este algo deverá ter um mínimo de 20 caracteres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de descumprimento das regras supracitadas, estarei condenada a nunca mais falar comigo. E aconselho a todos a fazerem o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão abertos os trabalhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108342597679703682?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108342597679703682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108342597679703682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/05/maratona-blogivenka.html' title='Maratona blog.ivenka'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-108120630076648934</id><published>2004-04-05T19:26:00.000-03:00</published><updated>2004-04-05T22:48:15.280-03:00</updated><title type='text'>O Caibalion</title><content type='html'>Existe um pequeno grande livro chamado O Caibalion, que &amp;eacute; o mais potente abridor de latas mental com que eu j&amp;aacute; me deparei. Ele &amp;eacute; absurdamente simples e complexo ao mesmo tempo. Tudo faz sentido. Aos que se interessam por filosofia e o imaterial, recomendo-o entusiasticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos &amp;uacute;ltimos dias venho pensando bastante a respeito de um dos princ&amp;iacute;pios da filosofia herm&amp;eacute;tica, o Princ&amp;iacute;pio do Ritmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este princ&amp;iacute;pio cont&amp;eacute;m a verdade que em tudo se manifesta um movimento para diante e para tr&amp;aacute;s, um fluxo e refluxo, um movimento de atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e repuls&amp;atilde;o, um movimento semelhante ao do p&amp;ecirc;ndulo, uma mar&amp;eacute; enchente e uma mar&amp;eacute; vazante, uma mar&amp;eacute; alta e uma mar&amp;eacute; baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe sempre uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o e uma rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma marcha e uma retirada, uma subida e uma descida. Isto acontece nas coisas do Universo, nos s&amp;oacute;is, nos mundos, nos homens, nos animais, na mente, na energia e na mat&amp;eacute;ria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo, o humor oscila segundo o princ&amp;iacute;pio do ritmo, como um p&amp;ecirc;ndulo. Indo de uma polaridade a outra. Feliz - triste. Feliz - triste. Feliz - triste. Segundo Hermes Trismegisto n&amp;atilde;o adianta querer parar o p&amp;ecirc;ndulo, pois ele faz parte do funcionamento do Universo. A alquimia consiste em se elevar, estar acima do p&amp;ecirc;ndulo e assim n&amp;atilde;o ser afetado por seus ritmos e oscila&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delirei quando descobri que transformar chumbo em ouro &amp;eacute; uma alegoria e que a verdadeira transmuta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mental. Decidi que queria ser uma hermetista, uma alquimista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade &amp;eacute; criada e reside na mente. Depende apenas de n&amp;oacute;s.  Entretanto, quando as coisas ao nosso redor v&amp;atilde;o bem, estamos bem. Quando v&amp;atilde;o mal, estamos mal. De alguma maneira &amp;eacute; preciso encontrar um ponto de equil&amp;iacute;brio, uma serenidade interna, um estar bem consigo mesmo que independe das circunst&amp;acirc;ncias externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; dif&amp;iacute;cil, mas n&amp;atilde;o imposs&amp;iacute;vel. Ainda quero ser uma alquimista...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-108120630076648934?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108120630076648934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/108120630076648934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/04/o-caibalion.html' title='O Caibalion'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-107996915116378021</id><published>2004-03-22T12:02:00.000-03:00</published><updated>2004-03-22T12:50:57.606-03:00</updated><title type='text'>Matrícula</title><content type='html'>Passei 6 anos me matriculando na Fabico todos os semestres. A melhor expressão pra descrever essa experiência é "Inferno na Terra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadeiras que apareciam sem nota, ou que desapareciam sem deixar rastro, opcionais estouradas, filas enormes, dedo no olho, os inevitáveis pedidos de quebra de pré-requisitos e assemelhados repetiam-se exaustivamente, sem o mínimo pudor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda marcada por todos esses anos de abuso, fui fazer minha matrícula no mestrado. Enquanto esperava a minha vez na pequenina fila (será que vim no dia certo???), tremia levemente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta se abriu e a coordenadora chamou o próximo. Ei, eu sou a próxima! Uma gotinha de suor escorreu pelo canto do meu rosto e hesitei por um segundo. Então me leventei, determinada. Que venga el toro! Mas que sea paralitico!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entrei na salinha um portal se abriu e todo o universo conspirou a meu favor. Seres angelicais feitos de pura luz sussurraram ao meu ouvido algo que poderia ser toscamente traduzido por "não tema mais, doce Ivana, peça e serás atendida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bliss! Oh, such great bliss!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia vagas em todas as cadeiras, e eu não só podia, como devia escolher as que mais me interessavam! A coordenadora me ajudou a preencher o formulário com um sorriso, levei a folhinha até a secretaria e pronto, estava matriculada. Assim, no mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto voltava pra casa, sorria comigo mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-107996915116378021?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107996915116378021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107996915116378021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/03/matrcula.html' title='Matrícula'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-107911972196755650</id><published>2004-03-12T16:28:00.000-03:00</published><updated>2004-03-15T11:53:22.293-03:00</updated><title type='text'>Autógrafo</title><content type='html'>Então o mais bizarro e inusitado fato a ser imaginado aconteceu: a caixa do supermercado me pediu um autógrafo. (!!!!) E eu surtei e me recusei. (????)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tô tentando entender o que aconteceu. Ela perguntou se eu era "artista", eu disse baixinho que fazia cinema. Ela chamou todas as amigas que estavam na volta, apontou pra mim e disse "ela é artista, ela faz cinema"! Eu gelei e suei, pensei em sair correndo e deixar as compras. E aí ela disse que me viu na televisão e pediu o famigerado autógrafo. Ela nem sabia o meu nome, mas queria um autógrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, isso é fútil e medíocre, mas apenas um reflexo da nossa sociedade voltada para a fama, e o desejo de ser elevado da rotina sufocante das nossas vidas pequenas custe o que custar. E pra ela, ter um rabisco feito por alguém que apareceu alguns segundos na TV talvez já seja um começo. Não era motivo pro pânico que eu senti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, por que o pânico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho problemas com esse assunto de "fama", isso é fato. Acho que o valor das pessoas não se mede por prêmios, por quem ela conhece, por quanto ganha, por quantas vezes apareceu na coluna social ou na TV. Me revolto com o esvaziamento de tudo o que é verdadeiramente humano: o conhecimento, o amor, o senso de comunidade, o caráter. Viramos todos macaquinhos atrás da banana da fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas confesso que não é só isso. Me assusto quando alguém que eu não conheço me conhece. Me sinto indefesa, me sinto exposta. Isso me fez pensar que talvez pessoas que eu não conheço leiam o que eu escrevo e me vejam fazendo caretas no fotolog. E isso é muito muito muito spooky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós voluntariamente nos despimos na frente de desconhecidos, estendemos as entranhas em cima da mesa pra quem quiser ver. E por que? Auto expressão? Talvez. Exibicionismo? Mais provável. Talvez na expectativa de que aqueles que nos conheçam aprendam a nos conhecer mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se isso me assusta, faço o que? Deleto blogs, fotologs, carreira? Acho que não. Vou ter que lidar com as minhas fobias. E pedir desculpas à menina do supermercado. Que não deve ter entendido nada. Assim como eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-107911972196755650?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107911972196755650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107911972196755650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/03/autgrafo.html' title='Autógrafo'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-107789631879382482</id><published>2004-02-27T12:31:00.000-03:00</published><updated>2004-02-27T20:39:45.733-03:00</updated><title type='text'>Ainda Akhenaton</title><content type='html'>Os noticiários das 20 horas nos informam que, por ocasião do plano governamental de duplicação das auto-estradas e das vias de TGV no Hexágono, o INSEE e o INED, conjugando esforços, coordenaram uma grande pesquisa sobre a relação dos homens com a velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À pergunta "Por que deseja andar cada vez mais depressa?" as respostas foram as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Para chegar mais rápido até a frente da tela de TV:  20%&lt;br /&gt;• Para me bronzear por mais tempo quando saio de férias:  12%&lt;br /&gt;• Para encontrar a pessoa amada:  8%&lt;br /&gt;• Para ler: 0,01%&lt;br /&gt;• Não sei:  40%&lt;br /&gt;• Não responderam:  19,99%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que responderam "Para me bronzear por mais tempo", fez-se a seguinte pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Por que gosta de bronzear-se?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respostas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Para não pensar mais:  70%&lt;br /&gt;• Para ficar mais bonito (ou bonita):  20%&lt;br /&gt;• Não responderam:  10%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àquelas e àqueles cuja resposta foi "Para não pensar mais", perguntou-se (questão aberta):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Quando pensa, em que pensa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respostas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Em nada:  80%&lt;br /&gt;• Em meus problemas financeiros:  10%&lt;br /&gt;• Em meus problemas familiares:  10%&lt;br /&gt;• No sentido da História:  1%&lt;br /&gt;• Na história do sentido:  1%&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-107789631879382482?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107789631879382482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107789631879382482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/02/ainda-akhenaton.html' title='Ainda Akhenaton'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-107789570006312885</id><published>2004-02-27T12:18:00.000-03:00</published><updated>2004-03-04T03:12:14.280-03:00</updated><title type='text'>Akhenaton</title><content type='html'>Por vezes, interrogo-me sobre a origem de nossa preguiça. O professor Jacques Sternberg, da Universidade Católica de Louvain, antropólogo, zoólogo e teólogo de reputação mundial, adianta uma hipótese interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, Deus teria criado o gato à sua imagem. O gato fez-se, portanto, preguiçoso, visto que Deus, todo-poderoso não necessitara fatigar-se para criar o universo. Não querendo o gato fazer nada, criou Deus o homem para o servir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao gato Ele dera suas qualidades: indolência, lucidez, sistema sensorial sofisticado; ao homem Ele deu neurose, dom da bricolagem, paixão pelo trabalho e vaidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a tais qualidades subsidiárias, o homem, ao longo dos séculos, edificou uma série de civilizações baseadas na invenção, na produção, no consumo intensivo, as quais edificaram-se, combateram-se, destruiram-se todas uma à outra mas assumiram, apesar de suas impiedosas e sangrentas lutas, a missão de que haviam sido investidas pela potência divina: oferecer ao gato o conforto, a toca e a coberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de "Akhenaton: a história do homem contada por um gato". Traduzido do Siamês por Gérard Vincent.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-107789570006312885?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107789570006312885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107789570006312885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/02/akhenaton.html' title='Akhenaton'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-107677244118448159</id><published>2004-02-14T12:36:00.000-02:00</published><updated>2004-02-14T13:59:20.310-02:00</updated><title type='text'>Viver pra sempre</title><content type='html'>Come&amp;ccedil;o esse post com uma revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o constrangedora. Deveras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divers&amp;atilde;o favorita das minhas amiguinhas aos 12 era se reunir para me ver chorar escutando "Forever Young" do Alphaville. Por algum motivo obscuro aquela m&amp;uacute;sica me emocionava muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forever young, I want to be forever young&lt;br /&gt;do you really want to live forever, forever and ever?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 2 d&amp;eacute;cadas depois, eu tenho uma resposta. Imagino que uma grande parcela da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o mundial adoraria viver para sempre. Mas eu n&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princ&amp;iacute;pio parece uma boa id&amp;eacute;ia. E nos oferecem uma vis&amp;atilde;o t&amp;atilde;o rom&amp;acirc;ntica da vida eterna em filmes, livros, desenhos animados. Ent&amp;atilde;o eu resolvi imaginar como seria essa vida. Ivenka Highlander.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros 100 anos foram muito divertidos. Tempo de sobra pra ler todos os livros que deixei acumular, viajar o mundo, conhecer pessoas, formar la&amp;ccedil;os, me maravilhar, rir e muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo s&amp;eacute;culo foi um pouco mais triste. Todos os que eu conheci e amei estavam irremediavelmente mortos. J&amp;aacute; conhecia o mundo todo, apesar de que senti um prazer nost&amp;aacute;lgico em rever certas cidades e lugares. The books kept coming e a tecnologia n&amp;atilde;o parou de me surpreender. Tudo muito r&amp;aacute;pido, de uma forma quase esquizofr&amp;ecirc;nica, mas ainda asssim estimulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 300 anos as coisas n&amp;atilde;o foram nem excitantes nem tristes. Tudo o que eu consegui pensar foi no t&amp;eacute;dio infind&amp;aacute;vel e no que podia fazer para afugent&amp;aacute;-lo. N&amp;atilde;o me dei mais ao trabalho de me envolver com as pessoas, elas vem e v&amp;atilde;o mais r&amp;aacute;pido do que a dor de perd&amp;ecirc;-las. O planeta virou uma bola fumacenta com o termostato insanamente desregulado. Fiz todas as palavras cruzadas da Biblioteca Intergalática e enjoei do gosto de sorvete. (!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto s&amp;eacute;culo me apaixonei. De repente esta Terra &amp;aacute;rida recuperou a cor. Casei, procriei e fui pateticamente feliz. (Re)conheci o mundo ao lado dele, cantei, sonhei. Ele viveu bastante, gra&amp;ccedil;as aos avan&amp;ccedil;os da medicina preventiva, mas irremediavelmente acabou morrendo. Mais algumas d&amp;eacute;cadas e nossos filhos tamb&amp;eacute;m se foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 500 anos foi uma &amp;eacute;poca melanc&amp;oacute;lica, dividida entre a saudade dele e a resigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sem vontade de fazer nada, passei d&amp;eacute;cadas deitada, vendo TV e observando meus 20 gatos. Que saco essa vida eterna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visualizei os pr&amp;oacute;ximos s&amp;eacute;culos como uma bruma insossa, um cansa&amp;ccedil;o infinito e um desejo de n&amp;atilde;o ter desejado viver pra sempre. &amp;Eacute;, um s&amp;eacute;culo t&amp;aacute; de bom tamanho pra mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-107677244118448159?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107677244118448159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107677244118448159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/02/viver-pra-sempre.html' title='Viver pra sempre'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-107642430958750494</id><published>2004-02-10T12:20:00.000-02:00</published><updated>2004-02-10T13:09:32.343-02:00</updated><title type='text'>Cartoon Network</title><content type='html'>Eu tenho essa teoria sobre desenhos animados e a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vis&amp;atilde;o de mundo. Uma teoria meio desacreditada, &amp;eacute; verdade. Mas eu acho que faz um certo sentido. It goes like this:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crian&amp;ccedil;as assistem desenhos animados no auge da fase em que est&amp;atilde;o apreendendo o mundo e criando referenciais. Deve existir uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta entre o que assistem e o que acreditam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou citar meu triste exemplo. Eu cresci assistindo Pica-Pau e Cia Ltda, Tom &amp; Jerry e afins. Isso me tornou incapacitada para lidar com a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de perman&amp;ecirc;ncia da morte. Quando se morre, se continua morto. Pelo menos &amp;eacute; o que dizem. Mas n&amp;atilde;o foi o que eu aprendi vendo esses desenhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sendo dram&amp;aacute;tica? Acompanhem o desenrolar dos eventos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rolo compressor passa em cima do Pica-Pau, o coitadinho fica todo achatado e mortinho. Mas &amp;eacute; s&amp;oacute; soprar o seu ded&amp;atilde;o que ele volta ao normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Coiote cai de um abismo gigantesco. Chega l&amp;aacute; em baixo todo esmagado. Oh, o Coiote morreu! N&amp;atilde;o, o Coiote n&amp;atilde;o morreu. Ele se descola do ch&amp;atilde;o, sacode a poeira e era isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a&amp;iacute; vem bombas, marteladas, quedas, facadas, cofres na cabe&amp;ccedil;a, veneno e tudo o mais. O que acontece? Nada! Est&amp;atilde;o todos vivos. E nem doeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esperam que a pobre Ivaninha acredite na perman&amp;ecirc;ncia da morte? Como querem que eu acredite na perman&amp;ecirc;ncia do que quer que seja? No way!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu com minhas esquisitices n&amp;atilde;o seja o melhor exemplo para generalizar rea&amp;ccedil;&amp;otilde;es geracionais. Confesso que ainda n&amp;atilde;o encontrei outro expectador do Pica-Pau com o mesmo problema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos combinar, essas crian&amp;ccedil;as que passam o dia assistindo Cartoon Network definitivamente v&amp;atilde;o se tornar adultos absurdamente sarc&amp;aacute;sticos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-107642430958750494?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107642430958750494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107642430958750494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/02/cartoon-network.html' title='Cartoon Network'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-107634978040139902</id><published>2004-02-09T15:28:00.000-02:00</published><updated>2004-02-09T16:05:30.936-02:00</updated><title type='text'>Back in business</title><content type='html'>I now declare this weblog reopened.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-107634978040139902?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107634978040139902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107634978040139902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2004/02/back-in-business.html' title='Back in business'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-107244804113024302</id><published>2003-12-26T12:13:00.000-02:00</published><updated>2003-12-26T12:15:26.233-02:00</updated><title type='text'>Constato</title><content type='html'>Está tudo parado por aqui.&lt;br /&gt;Por que mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sei mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-107244804113024302?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107244804113024302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/107244804113024302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/12/constato.html' title='Constato'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106989869861275425</id><published>2003-11-26T23:56:00.000-02:00</published><updated>2003-11-27T00:06:22.593-02:00</updated><title type='text'>Bowie</title><content type='html'>   the greatest thing you'll ever learn &lt;br /&gt;   is just to love and be loved in return&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106989869861275425?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106989869861275425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106989869861275425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/11/bowie.html' title='Bowie'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106666995293305331</id><published>2003-10-20T14:55:00.000-02:00</published><updated>2003-10-20T15:14:01.760-02:00</updated><title type='text'>Fellini e o Essencial</title><content type='html'>Esse fim de semana pensei bastante em um dos meus filmes preferidos. 8 1/2, de Fellini. Puro lirismo, puro Fellini, pura excelência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma frase casual, dita por um personagem irremediavelmente coadjuvante, ficou guardada para sempre no caos que é a minha mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destruir é melhor que criar&lt;br /&gt;Quando não se cria o essencial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso faz todo sentido. Quantas coisas inúteis sendo criadas o tempo todo. Gestos, palavras, atos, relações, regras, medos. E muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dádiva da destruição é negligenciada. É preciso destruir para dar lugar ao novo. Deixar o que não serve para trás. E começar de novo. Criar algo essencial. Uma vida nova, uma risada nova, um sentimento novo. Um mundo novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106666995293305331?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106666995293305331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106666995293305331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/10/fellini-e-o-essencial.html' title='Fellini e o Essencial'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106606566598021496</id><published>2003-10-13T13:56:00.000-03:00</published><updated>2003-10-13T14:21:31.433-03:00</updated><title type='text'>Do Diário de Charles Bukowski</title><content type='html'>26.09.1991&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada nova linha é um começo e não tem nada a ver com as linhas que a precederam. Todos começamos como novos, a cada vez. E, é claro, isto não tem nada de sagrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo pode viver muito mais facilmente sem livros do que sem encanamentos. E alguns lugares do mundo quase não têm nenhum dos dois. É claro, preferia viver sem encanamento, mas preciso dele porque estou doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada que impeça um homem de escrever, a não ser que ele impeça a si mesmo. Se um homem quer realmente escrever, ele o fará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rejeição e o ridículo apenas lhe darão mais força. E quanto  mais for reprimido, mais forte ele se torna, como uma massa de água forçando um dique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há perdas em escrever; faz seus dedos do pé rirem enquanto você dorme; faz você andar como um tigre; ilumina seus olhos e coloca você frente a frente com a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai morrer como um lutador, será reverenciado no inferno. A sorte da palavra. Vá com ela, mande-a. Seja o Palhaço nas Trevas. É engraçado. É engraçado. Mais uma linha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106606566598021496?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106606566598021496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106606566598021496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/10/do-dirio-de-charles-bukowski.html' title='Do Di&amp;aacute;rio de Charles Bukowski'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106567214951080995</id><published>2003-10-09T01:00:00.000-03:00</published><updated>2003-10-09T01:03:18.916-03:00</updated><title type='text'>Aderindo</title><content type='html'>Não me reconheço. Primeiro um blog. Agora um &lt;a href="http://fotolog.net/ivenka_verle"&gt;fotolog&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todo aquele papinho sobre a exasperante exposição da intimidade íntima? É, o sinal dos tempos. Definitivamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106567214951080995?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106567214951080995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106567214951080995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/10/aderindo.html' title='Aderindo'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106445952406541988</id><published>2003-09-25T00:11:00.000-03:00</published><updated>2003-09-25T00:18:09.643-03:00</updated><title type='text'>Dúvida</title><content type='html'>Me ocorreu agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem espera sempre alcança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The early bird gets the worm?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente faz diferença? Naaah&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106445952406541988?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106445952406541988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106445952406541988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/09/dvida.html' title='D&amp;uacute;vida'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106398130341655125</id><published>2003-09-19T11:20:00.000-03:00</published><updated>2003-09-19T11:21:43.390-03:00</updated><title type='text'>Krishnamurti</title><content type='html'>Minha mente preocupada&lt;br /&gt;Se é ou não amada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106398130341655125?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106398130341655125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106398130341655125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/09/krishnamurti.html' title='Krishnamurti'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106347744814274053</id><published>2003-09-13T14:57:00.000-03:00</published><updated>2003-09-13T15:31:38.010-03:00</updated><title type='text'>Amor Verdadeiro</title><content type='html'>É impressionante como o que escutamos ou lemos na tenra infância influencia tão profundamente nossos pensamentos. Como prova 1, novamente apresento um pequeno trecho de "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo concluir que o gato Malhado, de feios olhos pardos, de escura fama de maldade, havia se apaixonado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que ele e a Andorinha dormem, que só a velha Coruja está acordada, permito-me filosofar um pouco. É um direito universalmente reconhecido aos contadores de histórias e devo usá-lo pelo menos para não fugir à regra geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo dizer que há gente que não acredita em amor à primeira vista. Outros, ao contrário, além de acreditar afirmam que este é o único amor verdadeiro. Uns e outros têm razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que o amor está no coração das criaturas, adormecido, e um dia qualquer ele desperta, com a chegada da primavera ou mesmo no rigor do inverno. Na primavera é mais fácil, mas isso já é outro tema, não cabe aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, o amor desperta de seu sono à inesperada visão de um outro ser. Mesmo se já o conhecemos, é como se o víssemos pela primeira vez e por isso se diz que foi amor à primeira vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim o amor do Gato Malhado pela Andorinha Sinhá. Quanto ao que se passava no pequeno porém valoroso coração de Sinhá, não esperem que eu explique ou desvende. Não sou tão tolo a ponto de achar-me capaz de entender o coração de uma mulher, quanto mais de uma andorinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106347744814274053?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106347744814274053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106347744814274053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/09/amor-verdadeiro.html' title='Amor Verdadeiro'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106322472313594644</id><published>2003-09-10T17:03:00.000-03:00</published><updated>2003-09-10T17:16:02.460-03:00</updated><title type='text'>Zen e a Arte de Procrastinar</title><content type='html'>Preciso resolver um punhado de coisas chatas. Ia fazê-las, mas percebi que mais importante é escrever sobre procrastinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu escreveria sobre procrastinação agora, mas percebi que a coisa mais urgente no momento é arrumar minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso pensar rápido em algo realmente importante pra me safar da arrumação da casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106322472313594644?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106322472313594644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106322472313594644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/09/zen-e-arte-de-procrastinar.html' title='Zen e a Arte de Procrastinar'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106296973349759385</id><published>2003-09-07T18:22:00.000-03:00</published><updated>2003-09-09T14:10:28.260-03:00</updated><title type='text'>Madonna e Aceitação</title><content type='html'>Quem não quer ser aceito? Ser aceito pela sociedade, pela família, por aqueles a quem se ama, pelo mercado profissional e tudo mais. Eu quero. Aceitação é aquela palavra que faz o coração serenar. Ao mesmo tempo, ser aceito é uma batalha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me parece que o caminho da aceitação passa necessariamente pela auto-aceitação. Apesar de o mais comum seja fazer o caminho inverso: se os outros me aceitarem quer dizer que eu sou legal e se eu sou legal então eu posso me aceitar. Mas se eu não me aceito, justo eu que me conheço a fundo, como os outros vão me aceitar? Se eu não me aceito, é porque tem algo de ruim e inaceitável em mim. Ou seja, não vou ser aceito e ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que me incomoda são os termos da aceitação. Não acho que uma pessoa deve ser aceita "apesar do que é", mas simplesmente "pelo que é". Exatamente pelo que ela é. Com seus erros e acertos, força e fraqueza, virtudes e falhas, alegrias e tristezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não significa que eu acho que deve-se acomodar-se com o clássico "eu sou assim, não vou mudar, quem quiser que goste de mim". Até por que a auto-transformação constante é essencial e só se transforma aquilo que se aceita, que se percebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando, soma-se a isso o fato de que no ocidente valoriza-se o TER ao invés do SER. O ser é visto através do que se tem ou o que se faz. Aquela coisa, você conhece alguém novo, a conversa inicia assim: - "Oi, eu sou Fulano." - "Oi Fulano, o que você faz?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que uma pessoa faz, ou fez, é a primeira informação que temos para julgar quem ela é. E se temos interesse que ela seja qualquer coisa perto de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu penso na questão da Madonna. Ah sim, diriam aqueles intrigados com o título, estava me perguntando onde a Madonna entraria nessa história. Pois bem, ela entra aqui. Veja bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Madonna provavelmente sempre foi a Madonna. A mesma pessoa. Em essência, pelo menos. Ela sempre carregou A MADONNA dentro de si. Mesmo quando ela não era famosa e as pessoas a conheciam apenas por seu nome de batismo. Mas as pessoas não a olhavam como A Madonna. Ela era uma pessoinha qualquer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai da Madonna, se tentasse entrar em uma mega festa vip, ou qualquer outro evento exclusivista, um ano (ou até mesmo um mês) antes de ficar famosa e conhecida pelo que ela *faz*. Apesar de *ser* a mesma pessoa. Ela seria barrada na porta. Seria barrada e não poderia por as mãos da cintura e dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Escuta aqui queridinha, você sabe com quem tá falando? Você sabe quem eu vou ser??"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, ela não poderia. Por que ela ainda não era. Só depois de fazer sucesso ela seria. E isso é o que me revolta. Ela já era a Madonna, mas aos olhos dos incautos ela não era a Madonna. Ela era uma pessoinha qualquer. A mesma pessoinha que um tempo depois faria a "queridinha" desmaiar de emoção se a Madonna falasse com ela. Ou apenas olhasse pra ela. "Ai meu Deus, a Madonna olhou pra mim, ela olhou pra mim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ela olhou pra ti, e provavelmente não gostou do que viu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras que toda esse fuss a respeito de fama me revolta. E muito. Talvez eu precise praticar a aceitação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106296973349759385?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106296973349759385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106296973349759385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/09/madonna-e-aceitao.html' title='Madonna e Aceitaç&amp;atilde;o'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106248230237242225</id><published>2003-09-02T02:58:00.000-03:00</published><updated>2003-09-09T14:15:19.163-03:00</updated><title type='text'>Expectativas</title><content type='html'>No fim tudo se resume a um delicado equilíbrio entre a angústia de se ter muitas expectativas e o tédio de não se ter nenhuma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106248230237242225?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106248230237242225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106248230237242225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/09/expectativas.html' title='Expectativas'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106222402381981708</id><published>2003-08-30T03:13:00.000-03:00</published><updated>2003-08-30T03:38:45.423-03:00</updated><title type='text'>Shunyata</title><content type='html'>Fui apresentada ao conceito budista de Shunyata pelo meu caríssimo amigo Mini. De princípio fiquei meio perplexa, uma coisa meio "como, a terra não é chata? tu tá me dizendo que a terra é redonda? não, não, não pode ser". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me parecia que certas coisas apenas eram o que eram. E ponto. Um pouco mais de conversa e as coisas nunca mais pareceriam a mesma coisa. Não, as coisas não são coisa alguma. Elas apenas parecem. E de acordo com quem olha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas bem, o que é Shunyata?, um pode perguntar-se. Shunyata também atende pelo nome de vacuidade. Que não vem de vaca ou vacuno, mas de vazio. Catei uma definição na internet e a traduzi ao meu bel prazer. Vamos a ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SHUNYATA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Segundo o conceito de vacuidade nada existe inerentemente ou "por sua própria conta". Todo fenônemo depende de 3 coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* suas causas&lt;br /&gt;* suas partes&lt;br /&gt;* suas atribuições pela mente de um ser sensorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mente sensorial não é uma construção física. A mente é clara e amorfa e tem o poder de perceber fenômenos de uma forma qualitativa, e dar a estes um significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os budistas todas as coisas são livres de uma definição em essência. Consequentemente todas as coisas não têm uma identidade fixa (existência inerente) e estão em um estado de impermanência - mudança e fluxo - constantemente crescendo e decaindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as coisas estão constantemente mudando, e se analisarmos qualquer coisa detalhadamente, veremos que tudo existe puramente por definições comparativas com outras coisas. E é a mente que cria essas definições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso mesmo. No fim das contas tudo depende do ponto de vista. E da vista do ponto. Pode parecer reducionista, mas depois de alguns volteios lógicos é preciso admitir: Shunyata! Como não havia percebido isso antes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu percebi que o Shunyata tinha tudo a ver com a minha teoria sobre o surgimento do amor, e mais especificamente sobre o amor verdadeiro. Mas deixemos a teoria sobre o amor verdadeiro para outra hora. Falemos apenas de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é uma coisa tão incrivelmente relativa. A experiência do amor é diferente de acordo com cada um. A definição de amor é diferente. O objetivo do amor é diferente. Sentir o amor é diferente. Viver o amor é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então entramos na questão da fatalidade do surgimento do amor mútuo. Este conta com a variante dificultosa do timing. Além de todo o processo de conhecer alguém, gostar desse alguém, estar disponível, esse alguém estar disponível, estar a fim de amar, esse alguém também estar a fim de amar, se identificar, se apaixonar e finalmente amar, tudo isso tem que acontecer com duas pessoas distintas e ainda ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me pergunto como isso acontece. O que faz duas pessoas se amarem ao mesmo tempo? Exatamente ao mesmo tempo? Posso pensar em algumas hipóteses. Talvez porque amor atrai amor. Ou porque o amor se retroalimenta. Ou quem sabe o amor de um começa antes do amor do outro, e já que o outro não tinha muito o que fazer por esses dias mesmo, o amor do um faz surgir o amor do outro. Se bem que ainda acho que o amor verdadeiro acontece exatamente ao mesmo tempo. Ok, nada de amor verdadeiro por enquanto. Por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, parece que o papo está se afastando do Shunyata. Ou não. O Shunyata nunca se afasta. Sempre presente. Sempre inerente. Será que o Shunyata existe inerentemente? Será que ele é a exceção de sua própria regra? Mas ainda assim, pode-se dizer que a experiência do Shunyata é diferente de acordo com quem o experiencia. E isso prova definitivamente que tudo é relativo. E por isso o Shunyata é. Ele apenas é. Inerentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hummm, acho que estou entrando em looping.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106222402381981708?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106222402381981708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106222402381981708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/08/shunyata.html' title='Shunyata'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106221030297462569</id><published>2003-08-29T23:25:00.000-03:00</published><updated>2003-08-29T23:25:23.090-03:00</updated><title type='text'>Relapsa</title><content type='html'>Cinco chibatadas para cada um dos 8 dias sem postar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106221030297462569?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106221030297462569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106221030297462569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/08/relapsa.html' title='Relapsa'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106151637857529062</id><published>2003-08-21T22:39:00.000-03:00</published><updated>2003-08-21T22:44:11.943-03:00</updated><title type='text'>Uma história de Amor</title><content type='html'>Vasculhando as estantes da casa da minha mãe, encontrei o livro que tantas vezes escutei na minha infância: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: Uma História de Amor. Jorge Amado escreveu-a para seu filho João Jorge em 1948, quando o menino completava um ano de idade. A história ficou perdida até 1976, quando João Jorge "bulindo" em coisas guardadas, finalmente a encontrou. Assim como eu remexendo as estantes da minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi permissão e o querido livrinho, já gasto, amarelado, foi direto pra minha bolsa. Encontra-se agora na cabeceira da minha cama. Está novamente sendo lido. Está vivo! Vez que outra o Filippo, meu gato malhado, deita sobre ele e me olha com seus olhos cor de cobre, ignorando a poética redundância de seu ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo conter a vontade de postar um trecho do livro, então transcrevo boa parte dos primeiros parágrafos da introdução. Em que a Manhã conta para o Tempo a história que o Vento lhe contou. A história da história de amor do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá. Eis-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Madrugada&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Manhã vem chegando devagar, sonolenta; três quartos de hora de atraso, funcionária relapsa. Demora-se entre as nuvens, preguiçosa, abre a custo os olhos sobre o campo, ai que vontade de dormir sem despertador, dormir até não ter mais sono!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um beijo, a Manhã apaga cada estrela enquanto prossegue a caminhada em direção ao horizonte. Semi-adormecida, bocejando, acontece-lhe esquecer algumas sem apagar. Ficam as pobres acesas na claridade, tentando inutilmente brilhar durante o dia, uma tristeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois a manhã esquenta o Sol, trabalho cansativo, tarefa para gigantes e não para tão delicada rapariga. É necessário soprar as brasas consumidas ao passar da Noite, obter uma primeira, vacilante chama, mantê-la viva até crescer em fogaréu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinha, a Manhã levaria horas para iluminar o Sol, mas quase sempre o Vento, soprador de fama, vem ajudá-la. Por que o bobo faz questão de dizer que estava passando ali por acaso quando todos sabem não existir tal casualidade e sim propósito deliberado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se dá conta da secreta paixão do Vento pela Manhã? Secreta? Anda na boca do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106151637857529062?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106151637857529062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106151637857529062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/08/uma-histria-de-amor.html' title='Uma hist&amp;oacute;ria de Amor'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106134937082470419</id><published>2003-08-20T00:16:00.000-03:00</published><updated>2003-08-20T00:16:10.816-03:00</updated><title type='text'>Frase do Dia</title><content type='html'>"Eu sei o que eu quero. Mas eu não quero agora, eu quero depois.&lt;br /&gt;E quando o depois chegar, eu vou querer agora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© all rights reserved&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106134937082470419?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106134937082470419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106134937082470419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/08/frase-do-dia.html' title='Frase do Dia'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106096212813086556</id><published>2003-08-15T12:42:00.000-03:00</published><updated>2003-08-15T12:51:45.530-03:00</updated><title type='text'>Fetiche e nostalgia</title><content type='html'>Preciso confessar. Tenho um fetiche por livros. Compro muito mais livros do que consigo ler. Muito mais do que seria possível ler. Não há nada igual a cheiro de livro novo. Quando penso em fazer meu mestrado fora do Brasil, sofro sabendo que vou ter que abandonar todos eles. Os meus livrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente preciso aprender a lição do desapego. Aos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, ultimamente tenho pensado muito nos livros significativos da minha infância. Nunca tinha feito isso antes. Só pensava nos atuais e futuros, nunca olhando para trás, sempre atrás de novas emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei do meu livro preferido aos 7 anos: "A Fadinha que Tinha Idéias". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me identificava tanto com a fadinha. Apesar de não saber que era isso que eu sentia. Só gostava de ler e reler o livro e ter outras idéias que a fadinha ainda não tinha tido. Cheguei a *ser* uma fadinha aos 8 anos, quando era Bandeirante. Aí eu fui atropelada devido à irresponsabilidade das monitoras e os tempos de Bandeirante acabaram. Mas nessa época eu já tinha deixado de ser fadinha e virado B1. (O que será B1? Bruxa nível 1??)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo colocado: "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" do Jorge Amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai leu esse livro pra mim uma vez no hospital. Não  lembro o que eu estava fazendo no hospital, mas devo ter quebrado algum osso. Sempre quebrava alguma coisa. Era uma história linda sobre um amor impossível. Provavelmente a raiz do meu romantismo incurável. O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá. &lt;br /&gt;*ahhnnn*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o terceiro livro da lista na verdade são quatro: a coleção da Disney "Uma História por Dia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era dividido em quatro tomos, um para cada estação. Tudo bem que as estações estavam "erradas" e que a história do dia do meu aniversário não era tão legal. Eu adorava o livro. Nem precisava me contentar com apenas uma história por dia! Eu lia quantas eu queria. Me sentia A transgressora. Apesar de que provavelmente eu também não tivesse essa noção na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, me sinto nostálgica. Muito nostálgica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106096212813086556?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106096212813086556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106096212813086556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/08/fetiche-e-nostalgia.html' title='Fetiche e nostalgia'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106088898602829454</id><published>2003-08-14T16:23:00.000-03:00</published><updated>2003-08-14T16:53:08.280-03:00</updated><title type='text'>Das coisas que não podemos ter</title><content type='html'>E então você percebe que aquilo que tanto queria não é possível. Ou não parece possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não, não! Não pode ser. Deve haver algo que eu possa fazer pra conseguí-la! Com certeza deve haver. Só preciso descobrir o que".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí entra o dilema. O que fazer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um pouco de reflexão estratégica, você vai atrás da coisa. &lt;br /&gt;Você tenta, se escabela, faz fiasco. E nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sorry dude, not available".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí entra o verdadeiro dilema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou uma covarde se desistir ou uma anta se insistir"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegue perceber o grau de maniqueísmo? De um lado temos covarde. Do outro, anta. É o eixo covarde-anta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas céus, eu não quero ser uma covarde. Tampouco uma anta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próxima etapa: negação. Afinal, the Nile is not just a river in Egypt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pensando bem, eu não queria mesmo. Nem era tão legal assim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa fase não dura muito. É rapidamente seguida pelo inevitável retorno à reflexão estratégica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deve haver algo que eu possa fazer pra conseguir a coisa. Com certeza deve haver. Se ao menos eu pudesse descobrir o que".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, saí-se do eixo covarde-anta, entra-se no eixo macaco-macaco. Afinal o macaco não sai do lugar. Fica pulando pra cá e pra lá, saltando de um galho pra outro. E sempre pros mesmos galhos, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das saídas possíveis é a auto-comiseração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca vou conseguir mesmo. Olhe pra mim, sou uma coitada. Desprovida de condições. Pensando bem, não olhe pra mim..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma fuga temporária do eixo covarde-anta e do conseqüente eixo macaco-macaco. Só resolve quando evolui para a epifania pessoal. E as epifanias são muito libertadoras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ei, eu não sou uma pobre coitada. Olhe pra mim, eu não sou uma pobre coitada! Olhe só pra mim! Pensando bem, eu mereço algo melhor. Muito melhor. Lá vou eu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí se está livre. Livre! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos até o próximo dilema. E sempre tem um novo dilema. Mas isso é pra depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106088898602829454?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106088898602829454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106088898602829454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/08/das-coisas-que-no-podemos-ter.html' title='Das coisas que n&amp;atilde;o podemos ter'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106082694567611514</id><published>2003-08-13T23:09:00.000-03:00</published><updated>2003-08-13T23:17:25.000-03:00</updated><title type='text'>Sonho peculiar</title><content type='html'>Sonhei que um hacker maligno tinha entrado no blog e deixado milhares de posts podres falando sobre "peitos". Não eram sobre seios, eram sobre peitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então recebo um vídeo da câmera de segurança que monitora as atividades dos blogs. Ah sim, claro. A fita da segurança. Óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vídeo, um vulto digita atrás de um monitor. Fumaça e penumbra em P&amp;B. Uma coisa noir. O vulto levanta e sai. É o hacker. Pior, é o meu hacker! O hacker que fala de peitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorros de adrenalina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hacker retorna com um copo na mão e senta na frente do computador. Me aproximo do monitor pra ver se posso enxergar melhor. O hacker sai de trás do monitor e olha bem nos meus olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorros infinitos de adrenalina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socorro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tá olhando pra mim. Ele me viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto do hacker é lamentavelmente coberto por uma crosta de espinhas nojentas. Ele tem um olhar empapuçado e pernicioso. Olha bem pra mim e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                "O que tu vai fazer agora?&lt;br /&gt;                Tá se sentindo impotente"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim! Estou me sentindo impotente. Que sonho peculiar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer post sobre peitos nesse blog não é de minha autoria.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106082694567611514?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106082694567611514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106082694567611514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/08/sonho-peculiar.html' title='Sonho peculiar'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106082527381686837</id><published>2003-08-13T22:41:00.000-03:00</published><updated>2003-08-13T22:47:26.340-03:00</updated><title type='text'>Eu-femismo</title><content type='html'>Loucos com dinheiro são excêntricos.&lt;br /&gt;Neuróticos com senso de humor são peculiares.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106082527381686837?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106082527381686837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106082527381686837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/08/eu-femismo.html' title='Eu-femismo'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-106072700875685158</id><published>2003-08-12T19:23:00.000-03:00</published><updated>2003-08-12T19:53:01.823-03:00</updated><title type='text'>Edição Comemorativa de Inauguração</title><content type='html'>Atendendo às reclamações do único leitor do meu blog, completo em seus 2 posts (até este momento), resolvi tomar vergonha na cara e mudar a cara do blog. Afinal, essa era a minha desculpa para não escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu socorro, Miss Giane Portal ficou até 1 AM fazendo o layout ontem. E isso que é apenas a versão beta! Ou seja, me dei bem. Em breve a versão definitiva, que promete ser ainda melhor do que a atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar a força tarefa, mi hermanita Lenara colocou no ar pra mim, já que uma vez que eu larguei da vida de webdesigner bloqueei quaisquer conhecimentos de html. Não libero nem sob hipnose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu muito agradecida para as duas moçoilas generosas por esse ato de doação e um valeu pro Bob Garden pela pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas. Adeus desculpas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-106072700875685158?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106072700875685158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/106072700875685158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/08/edio.html' title='Ediç&amp;atilde;o Comemorativa de Inauguraç&amp;atilde;o'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-95420193</id><published>2003-06-07T22:25:00.000-03:00</published><updated>2003-08-12T20:19:19.383-03:00</updated><title type='text'>Morpheus</title><content type='html'>Agora que finalmente posso dormir nas manhãs de sábados, me pergunto como sobrevivi à essa privação voluntária do sono. Pra mim, uma dieta onírica frugal consiste em no mínimo 8 horas ininterruptas. Como é que tantas pessoas se contentam em dormir menos do que isso? Como, mas como, eu consenti em acordar as 6:30 da manhã por 10 sábados consecutivos? Além do cansaço, do sono e dos lapsos de raciocínio, estava à beira de um ataque de nervos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses assisti a um documentário sobre privação do sono. Tinha a história de um locutor de rádio dos anos 60 que fez uma maratona de vários dias no ar sem dormir. No fim da jornada o cara tinha perdido a mulher, os filhos, o cachorro, o emprego e a sanidade. Antes de abandoná-lo todos alegaram que ele estava muito "estranho" e que não era mais a mesma pessoa. Tinha a história de soldados americanos aprisionados durante a guerra do Vietnã que foram privados do sono por meses. Quando enfim foram libertados e voltaram pra casa, apresentaram sérios transtornos mentais, incluindo aí um transtorno chamado "crueldade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão que eu tirei do tal documentário me apavorou. Ficar sem dormir é o caminho mais rápido para a psicopatia!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob essa perspectiva, passar um terço da vida dormindo me parece um preço bem justo a pagar pela sanidade... E viva as manhãs de sábado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-95420193?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/95420193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/95420193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/06/morpheus.html' title='Morpheus'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5402288.post-94803144</id><published>2003-05-23T18:22:00.000-03:00</published><updated>2003-08-12T20:20:15.656-03:00</updated><title type='text'>Para começar</title><content type='html'>Para começar um blog, nada melhor do que alguns questionamentos (furados). Tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#################&lt;br /&gt;Pensamentos do dia:&lt;br /&gt;#################&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Qual a utilidade de um blog?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* De onde vem a vontade de possuir um?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* É contagioso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Como sobreviver à exasperante exposição da intimidade íntima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda a questão primordial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;###############################&lt;br /&gt;* Por que raios eu decidi ter um blog?&lt;br /&gt;###############################&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pra mim equivale à investigar o incognoscível, penetrar no infinito da mente cósmica, o todo pensante do qual somos meros pensamentos avulsos e microscópios que interagem. Equivale às eternas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Quem sou eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* De onde vim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O que estou fazendo aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Para onde vou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* De que cor pinto  meu cabelo desta vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Pare o mundo agora que eu quero descer? Por favor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, dentro dessa perspectiva faz todo sentido ter um blog. Meio que um diário de viagem através desse plano caótico em que estamos situados. Ou talvez, sendo (bem) mais sincera, uma tentativa de me situar dentro desse plano caótico que é a minha mente. Afinal, como já dizia Hermes Trismegisto, o que está em cima é como o que está em baixo. Se a mente cósmica é incognoscível, então a nossa mente nada cósmica o é também. No final das contas nos relacionamos com os outros e o universo para ver se eles refletem um pouco de nós mesmos, e dessa forma podemos tentar responder à mais importante das perguntas acima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Quem sou eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O que sou eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Aonde eu quero chegar com esse cripticismo todo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei! Em verdade, em verdade vos digo: Eu não sei! Vai ver foi por isso que eu decidi escrever um blog. E assim, (não confunda com "E, assim") dividir minhas neuroses. A propósito, posso parar por aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;###########################################&lt;br /&gt;Pare o blog que eu quero sair! E adeus até amanhã.&lt;br /&gt;###########################################&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5402288-94803144?l=ivenka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/94803144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5402288/posts/default/94803144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivenka.blogspot.com/2003/05/para-comear.html' title='Para começar'/><author><name>ivana verle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07162835592918922386</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
